O Papa Francisco Não Tornou Menos Grave o Pecado do Aborto

Enviado em 23 de dezembro de 2016 | | Escrito por José Reis Chaves | Publicado por ffeal
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O Papa Francisco, com sua autorização para que os padres possam dar também absolvição, no ritual da Confissão ou Sacramento da Reconciliação, às pessoas responsáveis por aborto, não quis dizer, de forma alguma, que ele e a Igreja abrandaram o pecado desse assassinato. Ela, a Igreja, é muito prudente em suas atitudes, e ela não iria jamais mudar um seu ensinamento milenar tão importante como o é o da condenação do aborto.

É que, de fato, o aborto provocado é uma condenação à pena de morte de um ser humano, totalmente inocente e indefeso. Desde o momento da fecundação, o embrião humano já se torna, realmente, uma pessoa. Costumo dizer que um grão de feijão quando começa a germinar na terra, ele já é um pé de feijão. Igualmente, o embrião humano já é um tenro ser humano. Só não vê essa verdade quem não a quer ver!

Quando alguém comete um aborto que é contra as leis de Deus ou naturais, ele faz sofrer os católicos e os espíritas que ficam muito tristes com essa prática, pois ela é contra, também, às suas crenças. Mas Deus quer que perdoemos os que praticam abortos, e podemos até dizer que os perdoamos em nome de Deus que quer que pratiquemos sempre o perdão. “Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes, meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?  Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Lucas 18: 21 e 22).

Francisco está, pois, certo, ao ampliar os meios de perdão da Igreja para os envolvidos em abortos. E, relembrando o que já foi dito, como Deus não sofre com os nossos pecados, e só pode perdoar quem é ofendido, Deus mesmo não perdoa os pecados, já que Ele nunca é ofendido! “Se pecas, que mal lhe podes causar tu?” (Jó 35: 6). É verdade que a Bíblia diz muito que Deus perdoa, mas isso é para nos ensinar que devemos também perdoar!

Mas a maior vítima do aborto é o espírito encarnado no corpo abortado, o qual se não for bem evoluído, não vai perdoar facilmente os autores do seu aborto. E se ele for um espírito ainda muito atrasado, por um longo tempo, ele não vai mesmo perdoar a sua mãe assassina e nem os que participaram do seu assassinato. E ai dessa mãe e dos seus colaboradores nesse grave pecado, pois eles vão ser atormentados e obsidiados, nesta vida mesmo e em outras reencarnações pelo espirito, ainda muito atrasado, e que teve sua iniciante reencarnação interrompida por eles! Em outras palavras, por ser esse espírito o maior sofredor, ele, como ensina a doutrina espírita, é realmente a maior vítima do aborto, portanto, é o perdão dele que é mais importante!

O Papa Francisco, simplesmente, autorizou os padres, no Sacramento da Reconciliação, a darem também absolvição às pessoas responsáveis por aborto, absolvição esta que era, antes, autorizada apenas aos cardeais, arcebispos e bispos.  Mas essa ampliação da absolvição, de fato, não diminui em nada a gravidade do pecado do aborto.

A intenção de Francisco foi, pois, tão somente de adotar a Igreja de mais um gesto de caridade para com as pessoas atormentadas e arrependidas de terem cometido aborto que já lhes traz tantos sofrimentos e até traumas, principalmente para as mães que cometeram esse gravíssimo ato insano do aborto!

PS: Seminário com este colunista: “O Espiritismo na Bíblia”, de 15 às 17h, no centro espírita “A Casa do Caminho”, Rua Topázio, 101, Congonhas (MG), em 18 de dezembro de 2016, conforme os cartazes expostos na região.

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